Utopia Errante

Padrão

Após tanta filosofia continuamos os mesmos
Tememos o futuro, construído sobre o passado
E mesmo passado o tempo, a fuga não vem
Com o presente deste presente, embrulhado em angústia
Produto de uma vida
Vida na forma de um duto
Viaduto de almas e sonhos
A felicidade que chega aos ouvidos duvidosos
Solidários solitários que ouvem a voz
Nós em nós, duros como a noz
E jaz em paz como um ás audaz
Ela triste canta enquanto encanta
Mas não alcança… e vem a lança
Que balança, mas não cansa
Como tudo que finda, a vinda vem a calhar
E no altar do olhar tudo se esquiva
Nessa nossa errante utopia