Inexplicável

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Melhores e responsáveis entre seus pensamentos, onde nada difere assim
uivando madrugada afora, precisando enxergar ruas, gente…
um “nós” trincando aqui

Por onde rumo? Que um entendimento…
eu uso névoas, ainda ouço?
critico, ouso, não sinto interromper… gosto onipresente…
tenho esquecido?
esqueço-me sem querer… um enredo cercado e ruído?

NÃO CONSIGO!

Êxtase

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Ilusões Não Fazem Isto No Interior Tanto Aguardado
Estou Sempre Perambulando Entre Reis Amargurados
Um Mero, Dito Inteligente Assim
Aspira Conhecimento, Acaba Bajulado Assim
Este Surpreso Prisioneiro Então Reza, Ora…
Dorme Inquieto A Esmo, Nunca Ouvindo Intrínseco Tuas Emoções
Ouça, Que Um Enlace Esteja Unido
Toma, Anda Na Tua Objetividade
Esqueça Superstição, Peça E Reze, Aguarde Vindoura Aurora

Cala, Homem Erguido, Grato, Outro, Um Sentimento Está Formando Outro Indivíduo
Junte Água, Isqueiros, Grandiosos. Outrora Ricos Ornamentos
Ande, Garoto, Use A Relva Do Outono,
Sonhe, Ouvindo Zunidos Internamente, Num Homem Opaco
Esteja Sempre Preparado, Esteja Regendo Ordem
Vá, Outrora Cante Êxtase

Versos Simples

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Nada mais me alegra, nada mais me basta
Pois já não sinto o que sentia, ou queria
Tudo mudou-se com um tal sorriso, ainda que distante
Tímido, repleto da beleza das rosas, mas distante

E eu, mero expectador do destino, nada posso fazer
Não posso agir, não consigo mais nada pensar
Somente pois, com palavras posso agir
Mas já diz a sabedoria das pessoas,
Que a palavra fere mais que um punhal

Que eu consiga, então, não ferir
Mas no rosto distante, fazê-la sorrir
Já basta-me por ora estas simples palavras
Buscando acalentar corações perdidos…

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“Se quiser fazer algo por mim, faça um verso sereno
e que ele me leve não somente até o céu, mas perto das estrelas”

(Velhos Outonos – Rosa de Saron)

Febre

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Deliro, hesito, não sinto, apenas minto
E de praxe, há quem ache que não existe encaixe
Dentro da ardência, não há clemência apesar da demência
Pois na escuridão não se vê podridão desde então
Se não há tudo, simplesmente mudo e faço meu escudo
Tu te dizes mudada, mas não resta mais nada a não ser a espada.

Não sei se herdei, se padecerei ou se simplesmente perdi
Pois na ponta do dedo, ainda existe medo se eu me esqueci
E no leva e traz, já não sou mais fugaz se enfim, eu parti
Na ironia da dor, encontro, sim, o AMOR que eu não resisti.

Luz

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Atravesso o tempo, sobrevivo a mim mesmo
Navego no horizonte, sem saber se vou chegar
Analiso os fatos, me jogo do penhasco

Insisto no que é certo, me coloco em cheque
Sabidamente é melhor assim, sinto que sou
Agora, dentro de mim, tudo é luz.

Trago o que resta de meus pedaços até aqui
Encontro em seus olhos a resposta às minhas perguntas

Gira, gira, gira… e então a tontura passa
Oriento-me não mais pelo que me machuca
Sou, sim, o que procura a luz, a sua luz
Tenho em você o repouso às minhas fadigas
Outros tempos passaram, agora tudo é você

Milhas e milhas até o paraíso
Uno o meu tudo em uma caixa e lhe dou
Infinitamente feliz, sinto que encontrei
Tudo passou a fazer sentido
Olho em sua face e digo: encontrei a minha luz em você.

Amor

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Amor é sonho, pesadelo, ilusão
Amor é vida, morte, ressurreição
Amor é inverno, primavera, verão
Amor é só, tristeza, solidão
Amor é o início, o fim da procissão
Amor é tudo, nada, escuridão
Amor é brisa, vento, furacão
Amor é tudo, nada, vastidão
Amor é início, meio, conclusão
Amor é tudo…
O que nos move é essa paixão!