Sistemas de Numeração

Padrão

Olá mais uma vez! Hoje iremos tratar de um assunto de extrema importância no mundo da informática: os Sistemas de Numeração. Muitos podem pensar: mas pra que saber disso? Todos nós estamos acostumados a utilizar o sistema decimal. Porém, na informática, os sistemas binário, hexadecimal e octal são amplamente utilizados. Portanto, para se tornar um bom programador, é muito importante que você conheça estes sistemas e suas equivalências.

O Sistema Decimal

É o nosso sistema “padrão”. Também conhecido como base 10. Cada casa decimal vai de 0 a 9 (ou seja, dez dígitos). Dessa forma,  regra de equivalência é a seguinte:

256 = 2 x 10^2 + 5 * 10^1 + 6 x 10^0 = 256 (o ^ significa ‘elevado a’)

O Sistema Binário

É o sistema padrão dos computadores. Os binários são conhecidos também por base 2. Nesse sistema, só existe 0 e 1 (por isso, base 2 – dois valores diferentes, entenderam a lógica?). Esse sistema é também utilizado em eletrônica, onde o 0 significa corrente baixa ou ausência de corrente e 1 corrente alta. Para encontrar a equivalência é o seguinte:

100101 = 1 * 2^5 + 1 * 2^2 + 1 * 2^0 = 16 + 4 + 1 = 21 (em decimal)

O Sistema Octal

O sistema octal (ou base 8) é utilizado (ou foi, hoje não é tão amplamente utilizado) na informática como uma forma de “simplificar” o sistema binário (cada dígito octal corresponde a 3 dígitos binários), tornando a sua escrita mais fácil. Neste sistema, os algarismos vão de 0 a 8. Segue um exemplo de conversão para decimal:

147 = 1 * 8^2 + 4 * 8^1 + 7 * 8^0 = 64 + 32 + 56 = 152 (em decimal)

O Sistema Hexadecimal

O sistema hexadecimal (ou base 16) é amplamente utilizado em informática como uma forma ainda mais reduzida que os octais de simplificar a representação de números (cada algarismo de um número hexadecimal corresponde a 4 dígitos binários). Neste sistema, os algarismos vão de 0 a 9, além das letras A, B, C, D, E e F (que representam os valores decimais de 10 a 15). Segue um exemplo de conversão para decimal:

1AE = 1 * 16^2 + 10 * 16^1 + 14 * 16^0 = 430

Bom, estas informações sobre conversões e equivalências são apenas informativas, pois sempre que você precisar, basta utilizar a calculadora do Windows no modo científica e alternar entre os modos Decimal, Octal, Hexadecimal e Binário.

Bons estudos pra todos e até a próxima!

Introdução à Lógica de Programação

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Antes de começar o conteúdo propriamente dito, vamos dar uma noção sobre o que é lógica de programação para aqueles que pretendem começar a programar.

O que é lógica?

Lógica, na definição da palavra, está relaciona à coerência e à raciocinalidade. Podemos relacionar lógica com a “correlação do pensamento”, ou com a “arte de bem pensar” ou até que é a “ciência das formas de pensamento”. Como a nossa razão pode funcionar de forma desordenada, podemos dizer que a lógica estuda e ensina a colocar “ordem no pensamento”.

O que é Lógica de Programação?

A Lógica de Programação é “o uso correto das leis do pensamento, da “ordem da razão” e de processos de raciocínio e simbolização formais na programação de computadores, objetivando a racionalidade e o desenvolvimento de técnicas que cooperem para a produção de soluções logicamente válidas e coerentes, que resolvam com qualidade os problemas que se deseja programar”. (Forbellone / Eberspächer, 2005)

Sintetizando, podemos dizer que a Lógica de Programação mada mais é que o uso da lógica para a programação (meio óbvio, não?). Como assim? Devemos utilizar a lógica, levando em conta que o computador irá fazer exatamente o que você disser para ele fazer.

O que é um Algoritmo?

Um algoritmo (por alguns, chamado de Portugol, ou pseudo-linguagem) nada mais é que uma seqüência de passos a serem seguidos para que se possa atingir um objetivo. Um exemplo extremamente comum de algoritmo é uma receita.  Nela são escritos os passos para que se chegue ao resultado. Algoritmo é uma seqüência de passos para chegar a um resultado esperado.

De que maneira representamos o Algoritmo?

Existem diversas formas de representar um algoritmo. As formas gráficas, na forma de fluxograma, são mais puras por serem mais fiéis ao raciocínio original, porém, é necessário conhecer as convenções gráficas de cada algoritmo, além do fato de ser extremamente trabalhoso quando se trata de um algoritmo maior.

Então, utilizaremos a forma textual dos algoritmos para escrevê-los.

Bom, essa foi a introdução à Lógica de Programação. Recomendo que, para quem deseja estudar mais a fundo, leia o livro Lógica de Programação: A Construção de Algoritmos e Estruturas de Dados de André Luiz Villar Forbellone e Henri Frederico Eberspächer.

Bons estudos!