Puppy Linux: a Solução para o Positivo Mobo 2Gb

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Tudo começou com a necessidade de tornar utilizável um netbook Positivo Mobo que estava parado aqui em casa. O que tornava tal tarefa problemática era o fato dele possuir a unidade de armazenamento com apenas 2Gb – ele não tem HD, só uma memória flash. As demais configurações são relativamente interessantes, ainda mais levando-se em conta que ele apareceu por aqui no final de 2008 – processador de 900MHz (que eu não sei ao certo qual é) e 512Mb de memória RAM.

Originalmente, ele veio com uma instalação do Metasys – uma distribuição Linux amplamente utilizada pelo governo de Minas em telecentros e escolas. Esse ‘netbook’ foi ganho pelo meu irmão em uma premiação. Na versão comercial, ele vinha com o Windows XP Home edition, digamos, enxugado. Mas nenhuma dessas possibilidades me parecia adequada.

Olha ele aí...

Logo de cara, quando ele chegou, tentei instalar o Ubuntu Netbook Remix. Mas, a instalação acabava parando, dizendo que não era possível concluir a instalação por falta de espaço em disco. Depois, tentei instalar o XUbuntu. Instalou, mas o disco ficou com menos de 50Mb livre, o que fazia com que o computador se tornasse extremamente lento.

Após isso, ele acabou ficando encostado por um bom tempo. Até que, algumas semanas, meu irmão pediu pra eu tentar dar um jeito nele. Foi aí que começaram minhas pesquisas.

De 2008 pra cá, minha familiaridade com os sistemas Linux aumentou consideravelmente. Posso não ser um expert, principalmente no poderoso e temido Terminal, mas consigo me virar bem – até já compilei kernel! Hahahaha.

Enfim. Primeiramente, comecei a pesquisar sobre os ambientes gráficos, que na maioria dos casos, eram os devoradores de disco que faziam com que o sistema não coubesse na memória flash do Mobo. De cara, descartei o Gnome e o KDE. Ou seja, os sistemas que eu tinha mais familiaridade – Ubuntu e Kubuntu – já podiam cair fora. X11 então, pareceu-me a saída mais interessante, já que o Xubuntu já havia instalado uma vez.

Outra coisa que me preocupava um pouco era o fato da baixa resolução da tela: apenas 800×480 pixels. Isso muitas vezes ocasionava problemas pelo fato da janela ser maior que a tela, de forma que campos ou mesmo os botões de confirmação acabassem ficando ‘inclicáveis’, ficando fora da janela.

Algumas das tentativas de sistema – que não funcionaram – foram o Lubuntu (versão do Ubuntu usando o ambiente LXDE – Lightweight X11 Desktop Environment) e o Fedora (também com LXDE). O Lubuntu não conseguia completar a instalação por falta de espaço e o Fedora nem sequer começava a instalar, também por falta de espaço.

Foi então que encontrei uma distribuição que parecia ser a resolução de todos os problemas (ou pelo menos praticamente todos): o Puppy Linux.

Comecei a ler sobre ele, e encontrei depoimentos extremamente animadores de pessoas dizendo ter rodado ele em computadores com Pentium 2 com pouco espaço de armazenamento. Então, parti pra baixá-lo.

Logo de cara, me surpreendeu o tamanho da imagem dele: apenas 127Mb. Todas as outras distribuições que eu havia tentado giravam em torno de 650 a 700Mb. Como o Mobo não possui drive de CD/DVD, tive que fazê-lo bootar a partir de um pendrive. Passei a iso para o pendrive usando a ferramenta Universal USB Installer, muito simples de usar, diga-se de passagem.

Logo de cara, ele funciona como um Live CD – criando um desktop totalmente funcional. O processo de instalação eu adaptei daqui. Apesar do sistema ser em inglês, a instalação é bastante intuitiva.

O Puppy Linux possui também um gerenciador de pacotes semelhante ao Synaptic e uma interface legalzinha pra instalar programas facilmente.

No final das contas, depois de instalar o sistema todo, mais o Opera como navegador e o Pidgin pra mensagens instantâneas, o disco ainda ficou com 925Mb livres – isso porque eu coloquei 400Mb de swap!

Imagem ilustrativa do Puppy Linux (clique para ampliar)

Quanto ao problemas das janelas maiores que a tela, ainda me deparo com isso de vez em quando. Mas vou pesquisar um pouco mais – ao que me parece, o Puppeee Linux é uma modificação do Puppy Linux para o netbooks. Aparentemente ele otimiza a interface para telas pequenas. Assim que testar, posto aqui! 🙂

Bom pessoal, é isso. Queria apenas “narrar” a minha história com esse “netbook” (sim, entre aspas mesmo) e talvez ajudar alguém que tenha algum problema parecido ou que queira brincar um pouco (por que não instalar o Puppy Linux naquele Pentium III encostado na sua casa?)

Até a próxima! 😀

Atualização: o Puppeee não ficou legal. Não consegui configurar a resolução correta da tela (800×480) – ele só tem as opções padrão (640×480, 800×600…). Então vou ficar com o Puppy original mesmo. 🙂