Espera

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É como ter grades em volta de si
E num silêncio sem precedentes
Se sentir impedido, empurrado
Sim, daquilo que outrora lhe alegrava

E do que mais lhe surgia
Daquilo que em si sentia
Já a tristeza tomou parte
Mas a luta em si perdura

Sentindo-se como um pássaro
Que tem suas asas quebradas
E por algum tempo já não pode voar
Sobre as nuvens já não consegue olhar

Olho o futuro, acredito, creio
Se de tudo for de verdade
Se o interior, sim, falar mais alto
Hei de perdurar e durar

Apesar dos medos, apesar do desajeito
Apesar da assimetria, da noite fria
O fogo vai estar presente
Aos olhos daqueles que quiserem ver

Dificuldade em demonstrar
Saudade do seu olhar
Estranho de me entender
Rimas se perdem ao entardecer

Irregular, inquieto
Assim, por ora estou

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